Quem paga o vazamento em apartamento é quem responde pela origem da água: o condomínio, quando vem de uma coluna ou de área comum, e o dono da unidade, quando vem de um cano, ralo ou box do apartamento, inclusive o estrago no vizinho de baixo. No imóvel alugado, desgaste e defeito antigo ficam com o proprietário e dano por mau uso fica com o inquilino; a convenção e o contrato podem ter regra própria.
Neste artigo 9 seções
- A regra que decide: de onde vem a água
- Vazamento do apartamento de cima: quem paga
- Inquilino ou proprietário: quem paga o conserto
- Infiltração que não vem de cano
- Vazamento no cavalete e no hidrômetro
- Como provar de onde vem o vazamento
- Entupimento no prédio: quem paga o desentupimento
- Como o valor do desentupimento é formado
- Perguntas frequentes
Apareceu uma mancha no teto do banheiro, a água pinga do apartamento de cima ou a conta de água dobrou sem explicação. Antes da discussão sobre quem deve pagar pelo vazamento, vale descobrir de onde a água sai, porque é a origem que costuma decidir a conta: área comum do prédio, cano de uma unidade, mau uso ou desgaste.
Este guia traz a regra geral que síndicos, moradores, inquilinos e proprietários usam para dividir o conserto, o que fazer em cada situação e como provar a origem. É orientação geral: a convenção do condomínio, o regimento interno e o contrato de locação podem trazer regra própria e valem para o seu caso. Em conflito que não se resolve na conversa, quem decide é um advogado ou a Justiça.
A regra que decide: de onde vem a água
Num prédio, o encanamento se divide em duas partes. A parte vertical são as prumadas: as colunas de água que sobem da caixa e as colunas de esgoto que descem de andar em andar até a rua. Elas atendem todas as unidades, por isso são área comum, e o conserto costuma ser do condomínio, pago com o dinheiro de todos.
A parte horizontal são os canos dentro de cada apartamento: os que saem da coluna e levam água ao chuveiro, à pia, à descarga e à máquina de lavar, e os que levam o esgoto de cada pia, ralo e vaso até a coluna. Esses atendem uma unidade só, e o conserto costuma ser de quem é dono daquela unidade. O ponto de divisa mais usado é o registro de entrada do apartamento, na água, e a ligação do ramal de esgoto com a coluna, no esgoto.

| Origem | Quem costuma pagar o conserto | Observação |
|---|---|---|
| Coluna de água ou de esgoto (prumada) | condomínio | salvo quando o dano foi causado por uma unidade |
| Cano dentro do apartamento | dono da unidade de onde vem a água | inclui o reparo no vizinho atingido |
| Impermeabilização do box, da área de serviço ou do terraço privativo | dono da unidade | é a causa de muita mancha no teto de baixo |
| Laje de cobertura, fachada, caixa-d'água, área comum | condomínio | a convenção pode tratar de terraço de cobertura |
| Rede da rua até o hidrômetro | concessionária | do hidrômetro para dentro, é do imóvel |
Vazamento do apartamento de cima: quem paga
É a busca mais comum sobre o assunto, e a resposta segue a mesma lógica. Se a água vem de um cano, de um ralo ou da impermeabilização do apartamento de cima, quem responde é o dono dessa unidade: ele conserta a origem e repara o estrago no apartamento de baixo, como o forro, a pintura e o que molhou. Se a água vem de uma coluna que passa pelo shaft entre os dois, a responsabilidade costuma ser do condomínio, e o reparo nas duas unidades entra na conta dele.
O caminho mais curto é conversar logo. Avise o vizinho de cima e o síndico ou a administradora, fotografe a mancha com data e peça acesso para um encanador olhar os dois lados. Vazamento que fica semanas esperando estraga mais forro, mais pintura e às vezes o piso de madeira, e a conta cresce para quem for pagar.
Vale também o caso inverso: o vazamento no apartamento de baixo que vem do seu. Mesmo sem perceber nada no seu banheiro, a água que escapa do seu ralo ou do seu box pode aparecer só no teto do vizinho. Deixar o encanador entrar é o jeito de descobrir rápido e de evitar que o estrago cresça na sua conta.
Muitos condomínios têm seguro que cobre danos por água. A apólice pode cobrir o estrago no apartamento de baixo mesmo quando a origem é uma unidade, e o seguro residencial de cada morador também. Pergunte ao síndico antes de fechar o orçamento do reparo.
Inquilino ou proprietário: quem paga o conserto
No imóvel alugado entra mais uma pergunta: o vazamento veio do uso ou da estrutura? A regra geral da locação divide assim. O que é desgaste natural, defeito antigo ou problema da construção, como o cano que corroeu dentro da parede, a impermeabilização vencida ou a válvula de descarga que já veio ruim, fica com o proprietário. O que é dano causado por quem mora, como a mangueira da máquina que soltou, o cano furado ao pendurar um quadro ou o ralo entupido por descuido, fica com o inquilino.
O inquilino deve avisar o proprietário ou a imobiliária assim que perceber o vazamento, de preferência por escrito, com foto. Esperar e deixar o estrago crescer pode mudar a conta para o lado dele. Se não houver acordo, a administradora do prédio ajuda a separar o que é área comum do que é da unidade, e o contrato de locação diz quem chama e quem paga.
Conta de água alta por vazamento: quem paga
A conta vem no nome de quem usa o imóvel e, durante a locação, quem paga é o inquilino, inclusive a água perdida por vazamento escondido. O conserto do cano, porém, segue a regra acima: se é desgaste ou defeito antigo, a parte do proprietário é o reparo. Muitos proprietários aceitam negociar o excesso quando o vazamento era de uma tubulação velha que o inquilino não tinha como ver; isso é acordo, não obrigação.
Fossa e esgoto entupido: inquilino ou proprietário
Na casa alugada com fossa, a limpeza que vem do uso do dia a dia costuma ficar com quem mora. Se a fossa transbordou por um defeito da construção, como o sumidouro saturado ou uma saída mal feita, a conversa vai para o proprietário. O entupimento de pia, vaso ou ralo por uso também costuma ser do inquilino. Na dúvida, leia o contrato antes de chamar o serviço.

Infiltração que não vem de cano
Nem toda mancha é vazamento de tubulação. A água pode vir de impermeabilização vencida no box, na área de serviço ou na laje de cobertura, de uma trinca na fachada que deixa a chuva entrar, de rejunte gasto em volta do ralo ou da condensação num banheiro sem ventilação. A divisão segue a regra de sempre: o que é da unidade fica com o dono dela, e o que é cobertura, fachada e área comum fica com o condomínio.
Uma pista simples ajuda. Mancha que piora em dia de chuva aponta para cobertura, fachada ou calha. Mancha que aparece depois do banho de quem mora em cima aponta para o box ou o ralo do vizinho. Mancha que cresce todo dia, com ou sem chuva, costuma ser cano sob pressão.

Vazamento no cavalete e no hidrômetro
O cavalete é o conjunto de canos onde fica o hidrômetro, na entrada do imóvel. Em geral, o trecho da rede da rua até o hidrômetro é da concessionária de água, e do hidrômetro para dentro é do imóvel. Vazamento na calçada, antes do relógio, se comunica à concessionária, que faz o reparo. Vazamento depois do relógio é do dono da casa ou, no prédio com medição geral, do condomínio, até a entrada de cada unidade.
Para denunciar vazamento de água na rua ou na calçada, o canal é o atendimento da própria concessionária da sua cidade, pelo telefone ou pelo site.
Como provar de onde vem o vazamento
Quem paga depende da origem, então a origem precisa de prova. O primeiro teste é o do hidrômetro: feche todas as torneiras, não use descarga nem máquina, anote o número do relógio e volte uma hora depois. Se o número mudou com tudo fechado, há vazamento depois do hidrômetro. Fechar o registro de entrada do apartamento e repetir mostra se a perda está dentro da unidade ou antes dela.

Depois, o encanador procura o ponto, com teste de pressão na tubulação de água ou com equipamento de detecção, e escreve num laudo simples o que encontrou e onde. Guarde as fotos com data, as mensagens trocadas com o vizinho e o síndico e as notas do serviço. É isso que resolve a divisão sem briga e, se for preciso, serve de prova.
Quando a água que desce é suja ou tem cheiro de esgoto, o caso muda de profissional. Esgoto vazando pelo teto quase sempre é ralo, vaso ou coluna entupida no andar de cima, transbordando por onde a água escapa. Aí quem resolve é a desentupidora, que abre o cano e mostra onde estava o bloqueio. Para separar os dois casos, leia quando chamar a desentupidora ou o encanador.
A KZM desentope; conserto de vazamento de água é com o encanador. Quando o esgoto desce pelo teto de um apartamento, verificamos primeiro se a coluna está entupida ou se o bloqueio está no ramal da unidade de cima, porque essa é a resposta que decide quem paga. Medimos o trecho desentupido com quem contratou, o serviço sai com garantia de 90 dias e, quando há suspeita de cano quebrado, a vídeo inspeção grava o trecho e o vídeo vai para você pelo WhatsApp.
Esgoto voltando no prédio: a estimativa sai antes de a equipe sair
Mande o bairro, o andar e por onde a água está saindo. Pelo WhatsApp você já fica sabendo se o caso é de coluna ou do ramal da unidade, e como o valor é formado.
- Visita gratuita
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- 24h, todos os dias
Entupimento no prédio: quem paga o desentupimento
A divisão do esgoto entupido segue a mesma linha do vazamento. Bloqueio na coluna, na caixa de inspeção do térreo ou no ramal que leva o esgoto do prédio até a rua é área comum, e o serviço costuma ser pago pelo condomínio. Bloqueio no ramal de uma unidade, antes da ligação com a coluna, é do dono daquela unidade ou de quem mora, se veio do uso. Quando o entupimento começou por algo que uma unidade jogou na coluna, como gordura em quantidade ou lenço umedecido, o condomínio pode cobrar dela, conforme a convenção.
Se o bloqueio estiver na rede da rua, depois da caixa do prédio, a responsabilidade é da concessionária. A equipe mostra onde está o bloqueio, não cobra e orienta chamar a concessionária.

Como a rede do prédio se organiza, coluna por coluna, está no guia como funciona o esgoto de um prédio e do condomínio.
Como o valor do desentupimento é formado
Quando o problema é entupimento, o valor sai do serviço feito, seja quem for pagar. O desentupimento é cobrado por metro linear desentupido e muda com o maquinário, com a ponteira ou a sonda e com a dificuldade do acesso, como a coluna que só abre pelo shaft. A estimativa sai pelo WhatsApp antes de a equipe sair, e o valor final é medido no local, com quem contratou. A visita é gratuita e sem compromisso, quem pede pelo site tem 10% de desconto e a nota fiscal sai quando é pedida, o que ajuda na prestação de contas do síndico.
- Estimativa pelo WhatsApp antes de sair
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Mais respostas sobre orçamento, quem chamar e como contratar estão nos guias de preços e contratação.
Perguntas frequentes
Vazamento no apartamento de cima: quem paga?
Se a água vem de um cano, ralo, box ou impermeabilização do apartamento de cima, paga o dono dessa unidade: o conserto da origem e o reparo no apartamento de baixo. Se vem de uma coluna do prédio, a responsabilidade costuma ser do condomínio. A convenção do condomínio pode ter regra própria.
Inquilino ou proprietário: quem paga o vazamento?
Pela regra geral da locação, desgaste natural, cano velho e defeito da construção ficam com o proprietário; dano causado por quem mora, como mangueira solta ou cano furado, fica com o inquilino. O inquilino deve avisar logo, por escrito e com foto. O contrato de locação pode detalhar a divisão.
Conta de água alta por vazamento: quem paga, inquilino ou proprietário?
A conta é de quem usa o imóvel, então durante a locação quem paga é o inquilino, inclusive a água perdida. O conserto do cano segue a origem: se é desgaste ou defeito antigo, o reparo é do proprietário. Dividir o excesso da conta é acordo entre as partes.
Fossa entupida: inquilino ou proprietário paga?
A limpeza e o desentupimento que vêm do uso do dia a dia costumam ficar com quem mora. Se a fossa deu problema por defeito da construção, como sumidouro saturado ou saída mal feita, a conversa vai para o proprietário. Na dúvida, leia o contrato de locação.
Vazamento no cavalete: quem paga?
Em geral, da rede da rua até o hidrômetro é da concessionária de água, que faz o reparo quando é avisada. Do hidrômetro para dentro, o conserto é do imóvel: do dono da casa ou, no prédio com medição geral, do condomínio até a entrada de cada unidade.


