Em São Paulo, quase toda barata que aparece em casa é de dois tipos: a francesinha, pequena e clara, que mora na cozinha, e a americana, grande e avermelhada, que vem do esgoto. A australiana, a de faixa marrom e a barata de jardim aparecem menos; saber qual é a sua diz onde ela se esconde e como tirá-la.
Neste artigo 11 seções
- Quantos tipos de barata existem e quais entram em casa
- Baratas pequenas: francesinha e outras baratinhas
- Baratas grandes: americana, australiana e marrom
- Barata preta, de jardim, do mato e as gigantes
- Barata é perigosa? O risco de cada tipo
- Sinais de que a barata já se instalou
- Como acabar com baratas francesinhas em casa
- O que não fazer
- Como é a dedetização de baratas
- Como o preço da dedetização de baratas é formado
- Perguntas frequentes
Você acendeu a luz da cozinha e viu uma barata correr para trás do fogão, ou encontrou uma grande e avermelhada perto do ralo do banheiro. Antes de pensar em veneno, vale saber qual barata é essa: cada tipo mora num lugar, entra em casa por um caminho diferente e pede um jeito próprio de tratar. Este guia mostra como reconhecer cada uma e o que fazer.
Quantos tipos de barata existem e quais entram em casa
A barata é um inseto da ordem Blattodea, a mesma em que hoje os cientistas classificam os cupins. Existem mais de 4 mil espécies descritas no mundo, quase todas no mato, longe de casa; só umas poucas dezenas se adaptaram a viver com gente.
No dia a dia de São Paulo, duas respondem por quase todos os chamados: a francesinha, pequena e clara, que vive dentro da cozinha, e a barata americana, a grande de esgoto que muita gente chama de cascuda. As outras aparecem menos, mas são as que geram dúvida na hora de identificar.
Para separar uma da outra, olhe o tamanho do adulto, a cor, as marcas no pronoto (a placa atrás da cabeça) e o lugar onde ela apareceu.
| Barata | Nome científico | Tamanho do adulto | Como reconhecer | Onde vive |
|---|---|---|---|---|
| Francesinha (alemã, paulistinha) | Blattella germanica | 1,2 a 1,5 cm | marrom-clara, duas faixas escuras no pronoto | cozinha, armário, motor de eletrodoméstico |
| Barata de faixa marrom | Supella longipalpa | 1 a 1,4 cm | duas faixas claras atravessando as asas | quarto e sala, atrás de quadro, dentro de aparelho |
| Americana (de esgoto, cascuda) | Periplaneta americana | 3,5 a 4 cm | avermelhada, borda clara em volta do pronoto | esgoto, caixa de gordura, ralo |
| Australiana | Periplaneta australasiae | 3 a 3,5 cm | faixa amarela na base das asas | quintal, jardim, área externa úmida |
| Barata marrom | Periplaneta brunnea | 3 a 3,7 cm | marrom por igual, sem o contraste da americana | área externa, forro, depósito |
| Oriental (barata preta) | Blatta orientalis | 2,5 a 3 cm | preta brilhante, asas curtas, não voa | lugar frio e úmido; rara no Brasil |
| Barata de jardim | Pycnoscelus surinamensis | cerca de 2 cm | marrom-escura a preta, brilhante | terra de vaso, canteiro, adubo |
| De Madagascar | Gromphadorhina portentosa | 5 a 7,5 cm | sem asas, chia quando incomodada | criação; não vive solta no Brasil |
Baratas pequenas: francesinha e outras baratinhas
Francesinha (Blattella germanica)
É a baratinha da cozinha. O nome científico quer dizer "alemã", e no Brasil ela ganhou apelidos como francesinha e paulistinha, mas é uma espécie só. O adulto mede de 1,2 a 1,5 cm, tem cor de caramelo e duas listras escuras paralelas logo atrás da cabeça. Tem asas, mas quase nunca voa: corre, e muito rápido.
Ela não vem do esgoto. A francesinha chega dentro de casa em caixa de papelão, sacola de mercado, embalagem e eletrodoméstico usado, ou passa do apartamento vizinho pelas frestas e pelos shafts. Uma vez dentro, procura calor, comida e água juntos: dobradiça de armário, vão atrás do fogão, motor da geladeira e do micro-ondas, parte de baixo da pia.
O que faz dela a praga mais difícil de casa é a velocidade com que se multiplica. A fêmea carrega a cápsula de ovos (a ooteca), com 30 a 40 ovos, presa ao corpo até perto da eclosão, e no calor de uma cozinha a ninfa vira adulta em cerca de dois meses. Por isso, quem vê uma francesinha de dia quase sempre já tem uma colônia escondida.

Barata de faixa marrom (Supella longipalpa)
Parecida com a francesinha no tamanho, mas com duas faixas claras atravessando as asas, em vez das listras na cabeça. Gosta de lugar mais seco e mais alto: atrás de quadro, dentro de televisão e de aparelho eletrônico, no forro de móvel, em quarto e sala. Quando a baratinha aparece longe da cozinha, vale olhar se não é ela.
Baratinha preta: filhote ou barata de jardim
A "barata preta pequena" que tanta gente procura costuma ser uma de duas coisas. A primeira é a ninfa da própria francesinha, que nasce escura, quase preta, com uma faixa clara no meio das costas: se ela aparece na cozinha junto com baratinhas claras, é a mesma infestação em fases diferentes. A segunda é a barata de jardim (Pycnoscelus surinamensis), marrom-escura e brilhante, que vive enterrada na terra de vaso e de canteiro e entra em casa junto com a planta.
Baratas grandes: americana, australiana e marrom
Barata americana ou de esgoto (Periplaneta americana)
É a barata grande, a cascuda. Mede de 3,5 a 4 cm, tem cor marrom-avermelhada e uma borda amarelada em volta do pronoto. Vive na rede de esgoto, na caixa de gordura e na caixa de inspeção, e sobe para dentro de casa à noite pelo ralo, pelo vão da porta e pela área externa. Nas noites quentes e úmidas, ela abre as asas e plana curtas distâncias: é a barata voadora que assusta no verão.
A fêmea cola a ooteca, com cerca de 16 ovos, numa fresta escondida, e o filhote leva meses para virar adulto. A população dela fica do lado de fora, na rede, e por isso o que resolve é tratar o caminho de entrada. O post sobre como acabar com as baratas no ralo mostra esse passo a passo.

Barata australiana (Periplaneta australasiae)
Um pouco menor que a americana, de 3 a 3,5 cm, e fácil de reconhecer: tem uma faixa amarela bem marcada na base de cada asa e um anel amarelo em volta do pronoto. Prefere a área externa, o jardim e os lugares úmidos com planta, e entra em casa pelo quintal.
Barata marrom (Periplaneta brunnea)
Prima da americana, do mesmo porte, mas marrom por igual, sem a borda clara. Vive em área externa, forro e depósito, e o tratamento é o mesmo da americana.

Barata preta, de jardim, do mato e as gigantes
A barata oriental (Blatta orientalis) é a barata preta de verdade: adulta, mede de 2,5 a 3 cm, é preta e brilhante, tem asas curtas e não voa. Gosta de frio e umidade, e por isso é rara no Brasil. Quando alguém em São Paulo fala em "barata preta grande", quase sempre está vendo uma americana mais escura ou uma ninfa grande dela.
A barata do mato é o nome que se dá às muitas espécies silvestres que vivem no meio das folhas, em tronco, bromélia e terreno vazio. Algumas entram em casa à noite, atraídas pela luz, mas não montam colônia dentro: basta pôr para fora e fechar a tela. As maiores do Brasil são as do gênero Blaberus, que vivem em mata e só de vez em quando invadem casas, em geral na época de chuva.
A barata de Madagascar, que aparece em vídeo e em zoológico, é espécie de criação: não tem asas, chega a 7,5 cm e chia empurrando o ar pelos poros por onde respira. Não vive solta no Brasil.
E a barata rainha? Ela não existe. Barata não vive em colônia com rainha, como a formiga e o cupim: cada fêmea põe os próprios ovos. A barata enorme que chamam de rainha é só uma adulta grande.
Barata é perigosa? O risco de cada tipo
Nenhuma barata é venenosa nem peçonhenta, inclusive a preta: ela não pica e não injeta nada. O risco está no que ela carrega. A barata anda pelo esgoto, pelo lixo e pela caixa de gordura e depois passa pela bancada, pela louça e pela comida, levando no corpo e nas fezes bactérias como a Salmonella e a Escherichia coli.
O segundo risco é a alergia. As fezes, a saliva e a pele que a barata troca ao crescer viram pó dentro de casa e desencadeiam crise de asma e rinite, principalmente em criança. Aqui a francesinha pesa mais, porque vive dentro da cozinha e em grande número.

A barata também é comida de escorpião. Quintal com barata de esgoto atrai o escorpião-amarelo, e o post sobre a relação entre escorpiões e baratas explica por que tratar uma ajuda a afastar o outro.
Sinais de que a barata já se instalou
Uma barata solta pode ter entrado de fora. Estes sinais mostram que ela está morando no imóvel:
- pontinhos pretos, parecidos com borra de café, nas dobradiças e nos cantos de gaveta (são fezes);
- cápsulas marrons alongadas atrás de móveis e eletrodomésticos (são as ootecas);
- cheiro oleoso e adocicado dentro do armário fechado;
- baratas correndo quando você acende a luz da cozinha à noite;
- barata andando de dia, sinal de que o esconderijo já não comporta todas.
O que atrai cada tipo também ajuda a entender de onde ela veio. A lista completa está no guia sobre o que mais atrai as baratas.
Como acabar com baratas francesinhas em casa
A francesinha vive dentro de casa, então é nela que o cuidado do dia a dia faz mais diferença. Estes passos tiram dela a comida e o esconderijo e ajudam a medir o tamanho do problema.

1. Tire a comida e a água da frente
Louça suja de um dia para o outro, migalha na bancada, ração no chão à noite e pano molhado sustentam uma colônia inteira. Guarde a comida em pote fechado, lave a louça antes de dormir e confira se não há vazamento embaixo da pia.
2. Limpe a gordura dos esconderijos
Puxe o fogão e a geladeira e limpe a gordura que se acumula atrás deles. Esse filme de gordura é comida para a baratinha e fica exatamente onde ela se esconde.
3. Feche as frestas
Silicone ou massa no vão do rodapé, na junta do azulejo e em volta da passagem dos canos tira lugar de esconderijo. Em apartamento, a abertura do shaft embaixo da pia é a estrada entre um andar e outro.
4. Desconfie do que entra em casa
Caixa de papelão de mercado e de mudança vai para fora logo depois de esvaziada, e eletrodoméstico usado merece uma olhada no motor antes de entrar na cozinha.
5. Use isca em gel, não spray
O inseticida de spray mata a barata que está à vista e espalha as outras para dentro das paredes e dos móveis. Contra a francesinha, o que funciona é a isca em gel de venda livre, registrada na Anvisa: gotas pequenas nas dobradiças e nas frestas, longe do alcance de criança e de pet, sem lavar o lugar depois. A barata come o gel e leva o produto para o esconderijo.
6. Meça com armadilha adesiva
Uma armadilha adesiva atrás do fogão e outra embaixo da pia mostram, em poucos dias, se o número de baratas está caindo. Se continuar subindo depois de duas ou três semanas de cuidado, a colônia está maior do que o gel caseiro alcança.
Diga qual barata aparece e onde: o preço sai pelo WhatsApp antes de marcar o dia
Conte se é a baratinha da cozinha ou a grande do ralo, o tipo de imóvel e o bairro. Se der, mande uma foto da barata ou dos pontinhos pretos no armário.
- Preço fechado pelo WhatsApp
- Garantia de 6 meses
- Ordem de serviço por escrito
O que não fazer
Spray no armário da francesinha é o erro que mais atrasa o resultado, porque espalha a colônia e deixa resíduo onde o gel deveria ser comido. A bomba de fumaça de mercado tem o mesmo problema: o produto fica no ar e no chão e não chega à fresta onde a barata está.
Também não misture produtos de limpeza com inseticida e não faça isca caseira de ácido bórico com açúcar em casa com criança ou animal, porque ela intoxica quem come. Água sanitária jogada no ralo não mata a barata de esgoto que está na rede. Se você vai chamar a dedetização, não aplique nada nos dias anteriores e conte na mensagem o que já usou: a orientação muda.
Como é a dedetização de baratas
A aplicação segue o tipo de barata. Na francesinha, o gel vai nas frestas, nas dobradiças, atrás dos eletrodomésticos e embaixo da pia, onde ela come e leva o produto para o ninho. Na barata de esgoto, o tratamento é no caminho de entrada: ralos, caixas de gordura e de inspeção e o rodapé da área externa, com pulverização quando o caso pede. Em prédio, a área comum, a lixeira e os shafts entram junto, e o guia sobre infestação de baratas em condomínio mostra como organizar isso com os moradores.

Nos chamados de baratinha em apartamento, aplicamos o gel nas dobradiças, atrás do fogão e no motor da geladeira, e a garantia de 6 meses fica por escrito na ordem de serviço.
Você escolhe a linha de produto. A linha nacional tem cheiro forte, que demora a sair do imóvel. A linha da Bayer, hoje Envu, é importada e não tem cheiro, e é a recomendada para quem tem criança pequena, gestante, pet, alguém com problema respiratório ou não pode sair de casa. As duas têm a mesma eficiência e a mesma garantia.
Com a linha nacional, quem tem bebê, criança pequena, gestante, pet ou problema respiratório volta para casa de 6 a 8 horas depois; sem eles, dá para ficar. Com a linha Bayer, ninguém precisa sair, e só bebê, criança pequena e animal ficam 1 hora fora até o produto secar.
Nos primeiros dias, ver algumas baratas é esperado, porque o produto as tira do esconderijo. Na limpeza depois da aplicação, use só água ou detergente neutro por 7 dias, sem cândida, água sanitária ou alvejante. Fica com você a ordem de serviço com a garantia de 6 meses; se a barata voltar nesse prazo, a reaplicação é sem custo.

Guarde alimentos e louça em armário fechado, esvazie a parte de baixo da pia e combine onde fica o animal.
Como o preço da dedetização de baratas é formado
Não existe tabela fixa. O valor sai do que você conta pelo WhatsApp e é fechado ali, antes de marcar o dia, com o mesmo critério em qualquer bairro e horário.
- Preço fechado pelo WhatsApp
- Ordem de serviço por escrito
- Garantia de 6 meses
Para ver como cada praga é tratada, os guias de baratas e escorpiões reúnem os outros artigos do tema.
Perguntas frequentes
Barata preta é venenosa?
Não. Nenhuma barata é venenosa ou peçonhenta: ela não pica e não injeta nada. O risco está nas bactérias que carrega do esgoto e do lixo para a comida e na alergia que as fezes e a pele trocada causam, como asma e rinite.
Existe barata rainha?
Não. A barata não vive em colônia com rainha, como a formiga e o cupim: cada fêmea põe os próprios ovos. A barata enorme que chamam de rainha é só uma adulta grande, em geral uma americana.
Qual tipo de barata voa?
A americana e a australiana abrem as asas e planam curtas distâncias, principalmente nas noites quentes e úmidas. A francesinha tem asas, mas quase nunca voa, e a oriental tem asas curtas e não voa.
Como acabar com baratas francesinhas de vez?
Tire a comida e a água da frente, limpe a gordura atrás do fogão e da geladeira, feche as frestas e use isca em gel em vez de spray. Se a armadilha adesiva seguir pegando baratas depois de três semanas, chame a dedetização.
Barata é inseto?
Sim. A barata é um inseto da ordem Blattodea, a mesma em que hoje se classificam os cupins.


